Não têm sido poucas as vezes que nos últimos dias este tema tem surgido, as feridas, as nossas feridas que tentamos que cicatrizem empurrando os acontecimentos que as provocaram para o local mais longínquo e esquecido, mas elas voltam, elas ressurgem.
Parece que esta é uma época em que as feridas mais profundas do passado saltam à superficíe dispostas a sararem, a nossa atitude deve estar diferente para que neste momento tudo volte em força na esperança que seja agora o momento certo de resolver, sarar...
Quando não nos escondemos de nós e dos outros, quando aceitamos quem somos e quem fomos, o que somos e o que fomos, o que fazemos e o que fizemos, quando a nossa atitude perante as escolhas passadas e presentes é de aceitação, por nós e pelos outros, quando abrandamos o julgamento e abandonamos o ideal de perfeição, então nesse momento essas feridas causadas por nós ou pelos outros podem finalmente começar a sarar.
De que vale fechar a sete chaves num baú escondido, no local mais profundo do nosso Ser, o que nos magoa, o que nos dói..."Só quero esquecer, só quero nunca mais pensar", este exercício de empurrar com a barriga só coloca uma película que mais tarde cai, e tudo ressurge, no momento mais inesperado, trazendo agregado um peso, um fardo que não queremos nem devemos carregar.
Aceitar não é esquecer. Aceitar é sanar a dor, perdoar a nós e aos outros e seguir com serenidade, porque a vida são desafios constantes, uns com dor outros com alegria mas todos eles nos moldam, nos tornam mais ricos, todos eles fazem de nós exactamente aquilo que somos hoje, e, aquilo que somos hoje não seria possível sem estes momentos que geraram estas feridas, que renegamos.
Vamos aceitar essas feridas, cicatrizá-las, compreender a sua escrita no livro da nossa Vida, da nossa História, da nossa Existência Vamos permitir que a cura entre na nossa vida, vamos celebrar o Amor e o Amor tudo cura!
"Ninguém disse que seria fácil, apenas que valeria a pena"
Texto de Joana Silva
Imagem retirada da internet

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